A origem dos vampiros




O Rei Enkil, de Kemet, se casou com uma princesa de outra localidade. Akasha, a nova Rainha de Kemet, trouxe seus costumes a este local, proibindo as prticas de comer carne humanas muito comum h 6.000 anos. 

Por curiosidade, os reis de Kemet, querem conhecer as gmeas bruxas: Mekare e Maharet. Com a recusa dessas, a rainha arma um plano para apanh-las, impedindo que comessem o corpo de sua me (falecida dias antes), pratica sagrada para elas. 

Para provar a falta de poder das irms ruivas, o rei ordena que elas sejam estupradas perante os sditos. Esta atitude acaba provocando a ira de Amel, um esprito mal, que gosta de dar pequenas picadas nos seres humanos, tornando-se um adorador de sangue. 

Aps a partida das gmeas, Amel comea a atormentar Khayman, o homem que as havia violentado. O rei e a rainha de Kemet resolvem expulsar o esprito e vo para a casa de seu fiel escudeiro. Aps dias de tormento e ataque de Amel, acontece a grande transformao, como descreve a Rainha dos Condenados: 

Vieram nos matar, os traidores! Iam culpar os espritos, esse era o plano. E tudo para comer novamente a carne de seus pais, e a carne que adoravam caar. Entraram na casa e me atacaram com seus punhais, eu, sua soberana! Ela fez uma pausa, como se visse essas coisas novamente. Cai quando me apunhalaram, enfiaram suas adagas em meu peito. Ningum consegue sobreviver aos ferimentos que recebi, assim, quando cai no cho sabia que estava morta! Esto entendendo? Sabia que nada podia salvar-me. Meu sangue esparramava-se pelo cho. 


Akasha continuou: Mas naquele mesmo instante, vendo meu sangue empoar-se no cho, percebi que no estava dentro do corpo ferido, que j o tinha abandonado, que a morte me pegava e me puxava para cima, como se para um grande tnel que levava a um lugar onde eu no iria mais sofrer! No fiquei assustada; no sentia coisa alguma. Olhei para baixo e vi meu corpo cado, plido e coberto de sangue, naquela casinha. Porm no dei importncia. Estava livre dele. Mas de repente alguma coisa me segurou, segurou meu ser invisvel! O tnel tinha desaparecido; eu estava presa numa grande teia, como uma rede de pescador. Empurrei-a com todas as minhas foras; ela cedia, mas no se rompia. Agarrava-me, mantinha-me presa e eu no conseguia atravess-la para subir. 

Quando tentei gritar, estava de novo no meu corpo! Senti a dor dos ferimentos como se as adagas estivessem me lacerando outra vez. Mas aquela enorme rende ainda me prendia, e em vez de ser a coisa infinita que era antes, agora contraia-se numa malha apertada, como um grande vu de seda. E em volta de mim essa coisa visvel, porm invisvel rodopiava como se fosse vento, erguendo-me, jogando-me no cho, girando-me. O sangue dos meus cortes e penetrava na trama desse vu, exatamente como num tecido qualquer. 

E aquilo que era transparente ficou encharcado de sangue. E vi uma coisa monstruosa, informe, enorme, com meu sangue espalhado atravs dela. E essa coisa tinha ainda uma outra caracterstica, um centro, parecia, um minsculo centro ardente que estava em mim, correndo dentro do meu corpo como se fosse um animal assustado. Disparava pelas minhas pernas, debatendo-se e escoiceando. Fazia crculos dentro do meu ventre, enquanto eu enfiava as unhas na pela. Queria abrir minhas entranhas para tirar aquela coisa de dentro de mim! 


E parecia que aquela enorme coisa invisvel a nvoa de sangue que me rodeava era controlada por aquele pequenino centro, girando para um lado e outro enquanto o pequeno ncleo corria dentro de mim, chegando s minhas mos e de l correndo para os meus ps. Subia e descia pela minha coluna. Eu ia morrer, pensava. Ento houve um momento de cegueira e silncio. Aquilo me matara, tive certeza. Devia tentar levantar-me do corpo e subir, certo? No entanto, quando abri os olhos, estava sentada no cho como se nunca tivesse sido ferida; e enxergava com tamanha clareza! Khayman, a tocha brilhante na mo, as rvores no jardim... era como se nunca tivesse visto antes essas coisas simples como elas realmente eram! A dor desaparecera completamente, de dentro de mim e tambm das feridas. S a luz feria meus olhos; no conseguia suportar seu brilho. No entanto, tinha sido glorificado e tornado perfeito. A no ser... E ai ela parou de falar... 

Ento, quando a morte inevitvel atingiu o corpo de Akasha, o minsculo ncleo do esprito fundiu-se com a carne de seu corpo, como a energia dele j se fundira com a sua alma. Encontrou um lugar ou um rgo onde a matria fundiu-se com a matria, como o esprito j se fundira com o esprito; e formou-se uma coisa nova. 

Depois o Rei Enkil estava morrendo e provou o sangue da esposa, que lhe cobria o rosto; e seu corpo despertou e ele desejou aquele sangue, bebeu-o; e ento ficou igual a ela. Mas para ele no houvera aquela misteriosa nuvem de sangue. No houvera aquela coisa correndo solta, dentro de si. Mas a sede... insuportvel, declarou. 

S existe um Amel. O ncleo dele vive na rainha... ele quer mais seres como vocs. Quer entrar em outros e transform-los em bebedores de sangue, como fez com o rei. imenso demais para ser contido dentro de dois corpos pequenos. A sede s lhes ser suportvel quando fizerem outros, pois esses outros dividiro o seu fardo. 

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